Estrutura da obra
O romance está dividido em 25 capítulos não-denominados, sem numeração alguma também, estabelecendo-se como divisão apenas os espaços em branco entre os que compõem a obra.
Espaço( fisico e social) / Tempo
O tempo narrativo é do tipo cronológico e está inserido entre duas datas: "dezassete de Novembro deste ano da graça de 1717" e , como indica o último capítulo, a data da morte do escritor e comediógrafo brasileiro António José da Silva, o Judeu, autor das Guerra de Alecrim e Manjerona, em 1739.
Ou seja, a história que vamos analisar tem duração temporal de 22 anos.
O volume percorre um período de aproximadamente 30 anos na História de Portugal à época da Inquisição. O cenário é rico, registando não só o fato histórico, mas reconstituindo a vivência popular, numa viagem a diferentes povoados ao redor de Lisboa.
O tempo narrativo é do tipo cronológico e está inserido entre duas datas: "dezassete de Novembro deste ano da graça de 1717" e , como indica o último capítulo, a data da morte do escritor e comediógrafo brasileiro António José da Silva, o Judeu, autor das Guerra de Alecrim e Manjerona, em 1739.
Ou seja, a história que vamos analisar tem duração temporal de 22 anos.
O volume percorre um período de aproximadamente 30 anos na História de Portugal à época da Inquisição. O cenário é rico, registando não só o fato histórico, mas reconstituindo a vivência popular, numa viagem a diferentes povoados ao redor de Lisboa.
São dois os espaços físicos nos quais se desenrola a acção: Lisboa e Mafra.
Lisboa, enquanto macroespaço, integra outros espaços:
TERREIRO DO PAÇO,
ROSSIO
E SÃO SEBASTIÃO DA PEDREIRA
ROSSIO
E SÃO SEBASTIÃO DA PEDREIRA
Espaço Fisico:
Terreiro do Paço
Local onde Baltasar trabalha num açougue, após a sua chegada a
Lisboa. É onde decorre a procissão do Corpo de Deus.
Rossio
Este espaço aparece no início da obra como o local onde decorrem o auto-de-fé e a procissão da Quaresma ou dos penitentes.
S. Sebastião da Pedreira
Trata-se de um espaço relacionado com a passarola do padre Bartolomeu de Gusmão, ligada, assim, ao carácter mítico da máquina voadora. No época, S. Sebastião da Pedreira era um espaço rural, onde existiam várias quintas que integravam palacetes.
Mafra
Mafra é o segundo macroespaço. Até à construção do convento, a
vida de Mafra decorria na vila velha e no antigo castelo, próximo
da igreja de Sto. André.
AVela foi o local escolhido para a construção do convento, que deu
lugar à vila nova, à volta do edifício. Nas imediações da obra, surge
a "Ilha da Madeira", onde começaram por se alojar dez mil trabalhadores, ascendendo, mais tarde, a quarenta mil.
a "Ilha da Madeira", onde começaram por se alojar dez mil trabalhadores, ascendendo, mais tarde, a quarenta mil.
Além de Mafra, são ainda referidos espaços como Pêro Pinheiro,
a serra do Barregudo, Monte Junto e Torres Vedras.
O espaço social
O espaço social é construído, na obra, através do relato de determinadosmomentos (ou episódios) e dopercur so
de personagens que tipificam um determinado grupo
social, caracterizando-o.
Ao nível da construção do espaço social, destacam-se
os seguintes momentos:
· PROCISSÃO DA QUARESMA
· AUTOS-DE-FÉ
· A TOURADA
· PROCISSÃO DO CORPO DE DEUS
· O TRABALHO NO CONVENTO
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